Modelo de Gestão de Projetos com Kanban

Este modelo orienta a gestão de atividades e projetos da RIT utilizando Kanban, com foco em iniciativas voltadas a organizações do terceiro setor. O objetivo é garantir transparência, colaboração, eficiência e entrega contínua de valor social.

1. O que é Kanban

Kanban é um método visual de gestão do trabalho que organiza tarefas em um fluxo contínuo, permitindo acompanhar o andamento das atividades e melhorar processos de forma progressiva.

Ele surgiu no sistema produtivo japonês e hoje é amplamente utilizado para gestão de projetos, equipes e processos, pois facilita a visualização do trabalho, reduz gargalos e aumenta a produtividade.

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Assista ao vídeo explicativo sobre Kanban

Benefícios do Kanban

  • visualizar o trabalho em andamento;
  • limitar tarefas simultâneas;
  • identificar gargalos rapidamente;
  • melhorar eficiência e previsibilidade;
  • aumentar transparência e colaboração;
  • registrar e acompanhar a evolução do trabalho;
  • distribuir melhor tarefas e responsabilidades.

2. Princípios adotados pela RIT

Na RIT, o Kanban é aplicado com os seguintes princípios:

  • Transparência: Todos os envolvidos podem visualizar o andamento do projeto.
  • Fluxo contínuo de valor: As entregas são realizadas progressivamente, gerando impacto social desde o início.
  • Priorização orientada ao impacto: As tarefas são priorizadas considerando benefício social, urgência e viabilidade.
  • Simplicidade operacional: O processo deve ser fácil de compreender e aplicar por equipes multidisciplinares.
  • Melhoria contínua: A equipe revisa regularmente o fluxo de trabalho para aprimorar resultados.

3. Acesso e uso do Planka

Os quadros Kanban da RIT são gerenciados no Planka:

👉 Acessar o Planka – https://planka.rit.org.br/

Como acessar

  1. Acesse o endereço acima.
  2. Clique em “Entrar com SSO”.
  3. Selecione sua conta Google institucional da RIT.
  4. Conclua o login.

O acesso é restrito às contas institucionais para garantir segurança e organização das informações.

4. Estrutura do Quadro Kanban

Colunas padrão

As colunas padrão mais usuais são as seguintes:

  • Backlog: Demandas identificadas e ainda não priorizadas.
  • Priorizadas: Demandas já priorizadas e que devem ser executadas o mais rapidamente possível. São as tarefas selecionadas para execução imediata.
  • Em Andamento: Atividades em andamento.
  • Pendentes / Aguardando: Atividades que estão paralizadas por algum motivo (aguardando alguma informação, esperando outras tarefas serem concluídas ou com algum imprevisto que impede o andamento). Devem ser liberadas assim que possível para retornarem à coluna “Em Andamento”.
  • Concluído: Entregas finalizadas.
  • Canceladas: Atividades que foram canceladas por qualquer motivo.
  • Informações / Ideias / Comentários (opcional): Registro de informações úteis para o projeto (localizações de pastas de arquivos, briefing geral, documentos comuns etc.), ideias para serem implementadas (melhorias, evoluções etc.) e/ou discussões sobre assuntos relacionados ao projeto.

Essas colunas são somente sugestões (usualmente adequadas para a maioria dos projetos) e podem ser alteradas à vontade.

5. Quadros institucionais e quadros pessoais

Além dos quadros institucionais dos projetos, todos os membros podem criar quadros pessoais no Planka para organizar:

  • tarefas individuais;
  • atividades recorrentes;
  • compromissos;
  • estudos e formações;
  • atividades pessoais.

O uso de quadros pessoais é incentivado para melhorar organização individual e produtividade.

6. Tipos de cartões (tarefas)

Idealmente, cada cartão no Planka deve conter:

  • título claro e objetivo;
  • descrição da atividade;
  • responsável;
  • prazo estimado;
  • critérios de conclusão;
  • anexos ou links relevantes.

Além disso, é possível anexar documentos, incluir tarefas (checklist), classificar cada cartão com etiquetas coloridas e — um recurso frequentemente subutilizado — registrar comentários sobre o andamento da atividade. Os comentários transformam o cartão em um histórico vivo do trabalho, facilitando a comunicação, reduzindo retrabalho e garantindo que decisões e combinados não se percam em mensagens dispersas.

Classificação sugerida (tags)

  • 🟢 Entrega técnica
  • 🔵 Gestão / articulação
  • 🟡 Comunicação / mobilização
  • 🟣 Formação / capacitação
  • 🔴 Prioridade crítica

6.1 Uso de comentários nos cartões

Os comentários devem ser utilizados para registrar atualizações relevantes e manter a equipe alinhada.

Quando comentar

  • ao iniciar uma tarefa;
  • ao concluir uma etapa importante;
  • ao identificar bloqueios ou dificuldades;
  • ao solicitar validação ou apoio;
  • ao registrar decisões ou mudanças de escopo;
  • ao informar conclusão da atividade.

Por que os comentários são importantes

  • Melhoram a comunicação da equipe: Centralizam as informações no próprio cartão, evitando perda de contexto em e-mails ou mensagens.
  • Registram combinados e decisões: Permitem recuperar facilmente o histórico do que foi acordado.
  • Facilitam o acompanhamento das tarefas: Qualquer membro da equipe pode entender rapidamente o status da atividade.
  • Aumentam a transparência: Parceiros e coordenação conseguem visualizar o progresso sem necessidade de reuniões adicionais.
  • Reduzem retrabalho e ruídos: Mantêm todos alinhados sobre o que já foi feito e o que ainda precisa acontecer.

Boas práticas

  • seja objetivo e claro
  • registre fatos relevantes, não conversas paralelas
  • indique próximos passos quando necessário
  • mencione pessoas apenas quando for necessária uma ação
  • evite usar o cartão apenas para dizer “ok” ou “feito” sem contexto

O uso consistente de comentários transforma o Planka em uma ferramenta de colaboração efetiva e memória institucional dos projetos.

7. Fluxo de trabalho

1. Identificação da demanda

Demandas podem surgir de:

  • organizações parceiras;
  • projetos institucionais;
  • editais e oportunidades;
  • diagnósticos e pesquisas.

2. Priorização

A coordenação avalia:

  • impacto social potencial;
  • urgência;
  • recursos disponíveis;
  • alinhamento estratégico.

3. Execução

As tarefas são executadas respeitando o limite de trabalho em andamento (WIP), evitando sobrecarga.

4. Validação

Resultados são avaliados pela equipe e, quando necessário, pela organização parceira.

5. Conclusão

Os resultados e aprendizados são documentados.

8. Limite de Trabalho em Andamento (WIP)

Para manter qualidade e fluidez:

  • cada membro deve atuar em até 2–3 tarefas simultâneas;
  • tarefas só avançam quando houver capacidade disponível;
  • gargalos devem ser discutidos imediatamente.

9. Reuniões e acompanhamento

Reunião semanal rápida (15–30 min)

  • revisar andamento;
  • identificar bloqueios;
  • ajustar prioridades.

Revisão mensal de impacto

  • avaliar resultados;
  • registrar aprendizados;
  • melhorar processos.

10. Boas práticas

  • manter cartões simples e claros
  • dividir tarefas grandes em partes menores
  • registrar decisões importantes
  • comunicar bloqueios rapidamente
  • priorizar impacto social sobre volume de entregas
  • documentar aprendizados para projetos futuros

11. Benefícios esperados

  • maior organização e previsibilidade;
  • transparência para parceiros e equipes;
  • melhor uso de recursos;
  • entregas contínuas de valor social;
  • fortalecimento institucional das organizações atendidas.

Este modelo deve ser aplicado de forma flexível, adaptando-se à realidade de cada projeto e organização apoiada pela RIT.

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